O governo federal sancionou decreto que estabelece a Taxonomia Sustentável Brasileira – TSB como instrumento do Plano de Transformação Ecológica do poder executivo federal.
A nova ferramenta vem com o objetivo de mobilizar e orientar investimentos públicos e privados para atividades sustentáveis, estimular inovação tecnológica sustentável e competitiva, com base em ecossistemas de economia verde e aprimorar a transparência financeira sustentável, gerando dados confiáveis sobre fluxos de capital “verde” ou “sustentável”.
O QUE É A TAXONOMIA SUSTENTÁVEL BRASILEIRA – TSB?
Esse instrumento nada mais é do que um sistema que classifica quais atividades econômicas são sustentáveis, como um catálogo que identifica e define, com base científica e de forma objetiva, atividades econômicas, ativos e projetos que contribuem para objetivos ambientais, econômicos e sociais estabelecidos pela sociedade.
Essa classificação é feita com base em critérios e indicadores estabelecidos pela Associação Internacional de Mercado de Capitais (ICMA,2021) e possibilita avaliar se a atividade promove a sustentabilidade e a transição para uma economia verde.
QUAL A IMPORTÂNCIA DA TSB?
Com uma ferramenta estabelecida e objetiva na classificação das atividades, quanto aos indicadores de sustentabilidade, a expectativa é que se reduza o risco de empresas alegarem a adoção de medidas sustentáveis sem suas devidas implementações, prática conhecida como “greenwashing”.
O aumento da transparência e integridade deverá ocorrer de forma gradual, a partir da criação de bases de informações confiáveis quanto aos fluxos das finanças sustentáveis.
QUAIS IMPACTOS A TAXONOMIA SUSTENTÁVEL ACARRETA AOS NEGÓCIOS?
Para as empresas, a implementação da taxonomia orienta o relatório, a verificação e o monitoramento de suas informações de sustentabilidade. Pretendendo o atingimento dos critérios sustentáveis, as atividades deverão observar os indicadores para adotar estratégias de implementação de tecnologias mais limpas e de descarbonização na cadeia produtiva.
O primeiro passo indispensável é a classificação dos ativos da empresa. Ela não apenas é uma etapa técnica – é o que permite que a Taxonomia cumpra seu propósito regulatório, econômico e climático.
Portanto, para saber se a empresa está alinhada é preciso classificar seus ativos (instalações, equipamentos, unidades operacionais, processos) de acordo com critérios de elegibilidade e alinhamento. Sem essa classificação, não é possível calcular o percentual de atividades sustentáveis da empresa.
Impactos diretos:
O QUE SUA EMPRESA DEVE FAZER AGORA?
Embora seja formalmente voluntária, a Taxonomia Sustentável Brasileira tende a se consolidar como referência central para investimentos sustentáveis, financiamentos verdes, compras públicas e comunicação ESG, tornando-se uma linguagem comum entre empresas, investidores, governo e o mercado financeiro. Assim, ignorar seus critérios pode gerar riscos reputacionais, de mercado e de financiamento, além de limitar o acesso a clientes, investimentos e políticas públicas.
O time de Direito Ambiental e Sustentabilidade do Lemos | Advocacia para Negócios está à disposição para apoiar empresas na adequação e conformidade à Taxonomia Sustentável Brasileira.
Com mais de 45 anos de atuação, o Lemos é um escritório de advocacia empresarial que alia excelência jurídica a práticas de gestão modernas.
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